Avaliações – The Best Space Liar de Juliana Almeida

TBSL é um jogo de contar aventuras espaciais com seus amigos (Galáxia). Um jogador dá um conflito baseado em um item para os outros resolverem, o que eles farão baseando-se em outro, podendo usar também uma característica da pessoa (identidade). Mas o narrador pode refutar (privilégio), hein!

Avaliações da Fase 2

Avaliação por Cecília Reis

  1. O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta? Sim
  2. Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste? Sim
  3. O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos?  Sim
    1. Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente? Sim

Achei um jogo divertido que cumpre todas as propostas do desafio, com mecânicas divertidas.

NOTA: 3.0


Avaliação por Alan Silva

A game designer Juliana Almeida conseguiu estimular em mim o intenso desejo de jogar The Best Space Liar. Ela foi inteligente em conseguir trabalhar de uma forma compreensível, o uso da meta de design: Os limites são tênues. Existem possibilidades imensas de diversão com ingredientes que organicamente se formam durante uma reunião narrativa. Isso foi brilhantemente pensado.

Os ingredientes que compõem esta narrativa são voltadas para galáxia e privilégio. Primeiro, farei considerações sobre o uso o primeiro ingrediente, galáxia. Apesar do contexto e a explicação do protótipo informar que estamos em uma galáxia, o jogo em si, não evidencia claramente que a galáxia está presente. Seria interessante explorar as riquezas existentes em histórias que envolvem galáxia (mistério do desconhecido, explorar além dos limites científicos, biodiversidade, comunicação entre seres, estética, etc…). Mas o jogo se prendeu muito a dizer algo e criar um gatilho para servir de continuidade a história. Se eu experimentar substituir esse mesmo contexto para um cenário de velho oeste, o jogo não muda em sua essência e é esta vem essa primeira crítica.

O segundo ingrediente privilégio é bem mais pesado. Neste jogo, estamos construindo reputação pelas histórias. Mas privilégio é um assunto bem delicado de se trabalhar, mas o mecanismo quantificável de pontuações, apesar de eu considerar entendível, não demonstra a camada de diferença, talvez social, entre alienígenas e humanos. Não está claro uma opressão, uma situação de redução de direitos ou uma ameaça de agressão pela intolerância dos humanos disputarem um espaço de fala em um ambiente. Obviamente, inserindo esse tom na sua narrativa, perderia o ar da diversão. Mas eu confio que a Juliana, se deseja enquadrar o seu jogo nestes requisitos, conseguirá pensar em uma solução que alinhe ao tom descontraído.

The Best Space Liar é um protótipo bastante promissor. Tem a sua própria identidade e facilidade de aprendizado. Grato por ter recebido este jogo para tecer a crítica.

NOTA: 2.0

Nota final do jogo The Best Space Liar de Juliana Almeida – Fase 2: 2.50


 

Avaliações da Fase 1

Avaliação por Marcio Moreira

  • O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

O jogo é muito bem alinhado com o seu título, com a proposta e a experiência detectada, no caso, aquela conversa de bar onde aventureiros contam histórias para se gabar. É muito interessante a integração dos objetos com a atmosfera de concurso de “história de pescador”.

NOTA desse QUESITO: 1,0

  • Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Mecanicamente, o jogo parece completo, embora eu tenha ficado com vontade de conhecer (no sistema) mais dessa galáxia e dessa taverna espacial, já que ela foi apresentada. Mas isso não é fundamental para um protótipo. Acho que essa vontade é algo até positivo.

NOTA desse QUESITO: 1,0

  • O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

O autor de TBSL incorpora medianamente a IDENTIDADE de cada jogador na mecânica bastante corporal do jogo, e é muito assertivo na introdução da meta de design, OS LIMITES SÃO TÊNUES. No entanto, os outros dois temas: GALÁXIA e PRIVILÉGIO, são apenas citados no pequeno lore. Mesmo que o tema não seja algo tão profundo quanto uma meta de design, ele precisa passar uma atmosfera.

NOTA desse QUESITO: 0,8

NOTA: 2,8


Avaliação por Natan Ramos

O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe?  As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta? TALVEZ

Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste? SIM

O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? SIM

Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente? SIM

Um jogo engraçado aparentemente, parece ser bem funcional e seguiu a risca os temas e meta-design.

NOTA: 3


Avaliação por Jairo Borges

  • O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Sim. Apesar de que a apresentação das regras poderia ser um pouco mais clara (talvez ilustrada com exemplos breves para cada mecanismo), o jogo é bem capaz de transmitir sua experiência.

  • Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Como eu disse acima, o jogo ficou em uma versão bastante crua, que poderia ser melhor desenvolvida no desenrolar do texto (na forma de exemplos, ou de um texto cômico para desenvolver mais essa premissa).

  • O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos?

De certa forma, sim. A questão do Privilégio ficou um pouco abstrata no texto, mas a releitura pode convencer o leitor de seu uso.

  • Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

O lance dos objetos ficou um pouco confuso. Poderia ter sido melhor explorado com a posse de um único objeto, por exemplo. Mas a premissa de transmitir isso na forma de objeto foi um recurso bacana.

NOTA: 2


Nota final do jogo The Best Space Liar de Juliana Almeida: 2,60

About the author: Rafael Rocha

Rafael Rocha é sociólogo, um dos membros do coletivo/editora Secular, e um dos organizadores das primeiras edições do Laboratório de Jogos e Concurso Faça-Você-Mesmo de Criação de Jogos.

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