Avaliações – spectrum.RPG de Caio Romero

Avaliação por Guilherme Bufete Liberato

  • O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta? 

Sim. A experiência proposta é muito bem transmitida, desde a leitura do “livro” até o jogo em si. As regras são bem claras e proporcionam uma experiência bem abrangente (dependendo do mestre) e cumprem bem seu papel de nos guiar nesse mundo sem prender a imaginação e criatividade dos jogadores como um todo.

  • Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

O jogo está bem completo, está pronto para ser jogado, usando os elementos de forma rápida e fácil, funcionando muito bem.

  • O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá la satisfatoriamente?

Sim. Os temas escolhidos foram Cor e Empatia, ambos bem presentes no jogo, tanto na forma mecânica, como na forma narrativa. A meta utilizada foi: Os limites são tênues. E apesar de ter sido usado de forma simples, sua utilização é de vital importância para o jogo, e a execução e liberdade utilizando a meta, são muito bons.

NOTA: 3


Avaliação por André Bogaz

Esse jogo foi o de leitura mais interessante. O texto está muito bem escrito, e foi elaborado de um jeito não-convencional, com rimas e comentários de rodapé. Foi o que mais me interessou. Ele também ultrapassa o limite de palavras, mas ao menos informou isso e disse para desconsiderar as últimas páginas (as quais, portanto, não li para essa avaliação). Ainda assim, acho que teria sido de bom tom que o autor tivesse enviado todos os documentos sem a parte a ser desconsiderada.

O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Difícil dizer. Não me ficou claro qual seria a experiência proposta.

Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

O jogo parece funcionar sozinho, mas apenas com grande esforço por parte das pessoas que o jogarem, que deverão preencher muitas lacunas.

O texto não deixa muito claro como exatamente deve ocorrer o jogo. As mecânicas ficam claras o suficiente, mas não é dito muito sobre o que acontece durante a sessão, que tipo de “missões” — como é dito no texto — devem ser introduzidas.

Por exemplo, as mecânicas dos personagens que são mencionadas são quase todas com um foco aparentemente combativo, referindo-se a “inimigos” e fornecendo poderes como bolas de fogo ou congelar, o que me parece completamente contrário à proposta do resto do texto, que me pareceu levar mais para uma espécie de resolução de problemas neste mundo “além”.

Não acredito que uma pessoa que não seja bastante versada em jogos narrativos conseguiria jogar este jogo. Além disso, parte das regras necessárias estão na parte do jogo que excede o limite de palavras e que, portanto, ignorei. Essas regras são mencionadas em outras partes, de modo que me pergunto se estaria lá algo que tornaria o jogo completo e mais satisfatório.

O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

Dois temas foram escolhidos: Cor e Empatia.

O primeiro foi implementado de forma clara e significativa, tanto como adereço estético, mecânica e elemento narrativo. Dos jogos que vi nessa edição, foi o que melhor o incorporou — em geral as cores, ao que me parece, foram usadas muito superficialmente, mas aqui estão incorporadas de modo mais substancial.

O segundo, porém, não foi implementado de nenhum modo. Não consigo encontrá-lo em lugar algum do texto. Os pontos nos quais o autor diz que estaria não me parecem de fato apresentá-lo.

Foi também utilizada uma meta alternativa de design: “Os limites são tênues”, que foi implementada, embora tenha resultado em uma elaboração um tanto confusa, que não me deixou claro como utilizá-la em jogo. Teoricamente, o jogo levaria a um “vazamento” de lugares reais para o universo do jogo, porém me ficou pouco claro o que isso implicaria.

Devido aos problemas aqui apresentados, ao fato de exceder o número de palavras, por não incorporar um dos temas propostos e fazê-lo de forma confusa com a meta alternativa, além de não deixar claro como se deve jogar, darei nota 1 a esse jogo, embora o texto seja muito bem escrito e me tenha despertado o interessante mais que os outros.

NOTA: 1


Avaliação por Caue Reigota, Francisco Alves e Tadeu Rodrigues

O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Sentimos na verdade que a proposta é vaga. Ele carece de um eixo que conduza a proposta e assim os elementos estão dispersos.

Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

O texto do manual é confuso e não entendemos exatamente como ele funciona. A tentativa de um manual em verso é louvável, no entanto não em detrimento do entendimento.

O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

O tema das cores está claramente presente e é possível ver que o jogo foi baseado nisso. Empatia está presente na mecânica da desfragmentação mas duvidamos que isso se traduza em empatia dentro da narrativa. Quanto à meta alternativa não acreditamos que esteja realmente presente, uma vez que a ligação do mundo espiritual é com o mundo “real” do jogo e não com a nossa realidade.

NOTA: ​​1


Nota final do jogo spectrum.RPG de Caio Romero: 1,66

About the author: Rafael Rocha

Rafael Rocha é sociólogo, um dos membros do coletivo/editora Secular, e um dos organizadores das primeiras edições do Laboratório de Jogos e Concurso Faça-Você-Mesmo de Criação de Jogos.

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