Avaliações – Pew! Crash! Boom! de Igor Moreno

Avaliação por Guilherme Duarte Rodrigues

Adorei a apresentação em video!

Ela me gerou algumas confusões por algumas contradições em diferentes momentos do vídeo (5 minutos ou 5 segundos de corrida? Ferrado ou ferido ou ambos realizam um cena de morte no final?) Mas bem compreensível pra uma Live.

O tema privilégio não ficou muito claro pra mim, era relacionado aos protagonistas? Eu não achei um problema, e interpretei que sim, mas não me ficou muito claro.

Adorei a mecânica de transmissão, mas ela me pareceu de difícil manuseio. Mas é bem interessante, será que não seriam possíveis ainda mais funções online? Mais jogadores?

A minha maior consideração sobre o jogo em si é que me parece muito mais interessante para os protagonistas correrem do que atirarem.

Eu não achei isso ruim, achei que poderia ser ainda mais assim. Talvez tiros limitados para os protagonistas? Algumas mecânicas adicionais relacionadas a correr?

Talvez mais mecânicas para os vilões atirarem? Rede? Gravidade? Não sei, mas me parece que da para explorar bastante a temática no mesmo contexto.

No mais, parece bem divertido!

NOTA: 2


Avaliação por David Dornelles Santana de Melo e Maria Eduarda Rocha Magalhães

O jogo, que é praticamente um pequeno LARP, aparenta ser bem divertido e repleto de ação com momentos dramáticos (tal como sua inspiração cinematográfica). As regras propostas parecem funcionar muito bem, mas confesso que precisei ver o vídeo mais de uma vez (o que é compreensível numa live não roteirizada). Pew! Crash! Boom! é simples e pensar nas bolinhas de papel como uma solução para quem não tem arminhas de brinquedo torna-o acessível. As duas metas de design (“tipo isso, mas diferente” e “transmissão”) caíram como uma luva na proposta, porém há uma dúvida quanto ao dróide do império perder um pouco da ação. Galáxia é um tema explícito, o Privilégio (do império) foi uma cartada de mestre, mas eu não sei se compreendi a noção de Fortaleza da nave rebelde em jogo.

NOTA: 2


Avaliação dos George Lucas da Silva dos Santos

O jogo do Igor Moreno é ambicioso e revolucionário. É bastante ambicioso pois tenta unir num só jogo mecânicas tão distintas quanto as do RPG, LARP e Pique-Pega. E é revolucionário pelos mesmo motivos. A ideia principal é interpretar um grupo de rebeldes fugindo dos soldados de um império Maligno após terem roubado algo, e tudo sendo transmitido ao vivo! De fato, não conheço tanto jogos que façam essa mistura de diversos outros jogos (e esse é um ponto bem interessante do concurso ao proporcionar esse tipo de coisa). PCB (para simplificar, e não confunda com um partido político!), é extremamente empolgante e acredito que, se o autor o aprimorar e aumentar, irá gerar um interesse muito grande no futuro.

É realmente um fato triste, mas bastante compreensível dadas as motivações, que o autor não tenha conseguido nos enviar um livro de regras propriamente dito, mas sim um vídeo. Apesar de que, para tranquilizá-lo, o grosso das regras é facilmente apreensível e chega mesmo a ser intuitivo em alguns pontos. Mas acaba que deixa outros pontos um pouco no ar.

Por isso, acredito que não haja tanto assim para falar, então vou direto aos critérios:

1 – O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Sim, e magnificamente. O jogo é bastante completo nessa interação entre as regras e o cenário.

2 – Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Sim também. Mesmo sendo somente um vídeo e merecendo algo mais completo, ele funciona sem maiores problemas. Isso por um motivo simples: o cenário é extremamente minimalista, o que implica que as regras não precisam dar conta de um situações mais complexas.

3 – O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá la satisfatoriamente?

Aqui é que a coisa pega. Os temas escolhidos foram Galáxia, Privilégio e Fortaleza. Galáxia é o tema principal e de longe o mais substancial ao jogo (mesmo que não apareça diretamente nas mecânicas, se retirarmos esse Tema o jogo simplesmente deixa de ter sua razão de ser). Privilégio e Fortaleza, por outro lado, aparecem de forma um pouco superficial. Privilégio seria a relação entre os Inimigos e os Capangas, sendo os primeiros mais importantes, e por tanto mais fortes, que os segundos. Mas acredito que isso poderia ser explorado de forma mais imersiva, por exemplo, dando a possibilidade de um Capanga subir de nível e se tornar um Inimigo, e mesmo vice-versa, o que poderia deixar mais profundo esse sentimento de superioridade (mas confesso que não sei como isso seria colocado em prática, é apenas uma sugestão).

Fortaleza é o Tema mais fraco. Ele aparecia na forma da “nave” que é o local para onde os rebeldes devem fugir, sua meta. Mas acredito que seria mais interessante usar fortaleza não só como um local de chegada, mas como um espaço para alguma coisa: por exemplo, quem chegasse na Nave estaria imune aos ataques inimigos mas poderia atacar usando as armas da própria nave; ou ainda, a Nave não deveria ser somente buscada, mas protegida, pois os Inimigos poderiam de alguma forma danificá-la ou mesmo destruí-la.

O jogo também faz uso de dois temas: tipo isso…. e Transmissão. O primeiro é usado magistralmente. Aqui não há nada a comentar, apenas meus elogios. Mas o segundo me pareceu somente um adereço que pode ser retirado sem maiores problemas ao jogo. Inclusive, acredito que nem todo mundo se sentiria confortável em transmitir o jogo pelo facebook e iria preferir ignorar essa regra.

(O jogo é muito bom e é um dos que eu mais gostei. Gostaria muito que o autor
finalizasse um manual básico e o disponibilizasse ao público).

NOTA: 2


Nota final do jogo Pew! Crash! Boom! de Igor Moreno: 2,00

About the author: Rafael Rocha

Rafael Rocha é sociólogo, um dos membros do coletivo/editora Secular, e um dos organizadores das primeiras edições do Laboratório de Jogos e Concurso Faça-Você-Mesmo de Criação de Jogos.

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