Avaliações – Pacto de Paulo Guerche, Diego Basinello, Gabriela Ramalho e Mateus Eustáquio

O jogo é um role-playing game sobre bruxas se mantendo unidas para enfrentar as ameaças ao universo místico que as cerca. O jogo é pensado para one-shots, então cada aventura terá bruxas e ameaças diferentes, histórias pessoais e conflitos internos, além, é claro, de um mundo fantástico onde os limites da magia são definidos por elas mesmas.

Avaliações da Fase 2

Avaliação por Juliana Truite

  • O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Um jogo sobre bruxas enfrentando ameaças místicas. A utilização dos baralhos comum e de tarô além de criar uma mecânica bem simples também está em sintonia com o cerne do jogo. É um jogo de apostas altas e as regras reforçam isso, o alcance tanto dos poderes quanto das ameaças é grande mas as recompensas também são. No geral parece um jogo bastante dinâmico e divertido.

  • Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Precisa de um pouco de preparo antecipado, no caso a aquisição de um baralho simples e um de tarô, mas tirando isso o PDF oferece tudo que é necessário, incluindo tabelas e exemplos.

  • O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos?
    Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

A Meta de Design, Usar Fatores Externos na Mesa, é essencial para a criação de personagens e da Ameaça a ser combatida. Quanto aos temas, Tribos me pareceu um pouco sutil demais, não representa um ponto forte nem na narrativa nem na mecânica do jogo. Por outro lado, Empatia está muito bem aplicado nas possibilidades mecânicas de auxiliar e proteger as demais bruxas do seu grupo.

Observações e Nota Final:

            Simples mas eficiente, o foco em aventuras one-shot é um apelo interessante visto que é cada vez mais difícil arrumar tempo para se organizar e jogar com os amigos. O sistema é bem aberto e dá liberdade para mestre e jogadores e a mecânica existe para guiar a narrativa o que é sempre ideal. Não é o cenário mais inovador do mundo, mas é uma execução eficiente de uma ideia que já foi explorada outras vezes.

NOTA: 2.0


Avaliação por Cecília Reis

  1. O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta? Não
  2. Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste? Sim
  3. O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Não
    1. Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente? Sim

Achei  que o documento podia ter leitura mais fluida na compreensão das regras. Apesar de ser um bom sistema usando cartas ao invés de dados e ao descrever um processo interessante de criação de personagem e história, a experiência em si tem pouco direcionamento e por isso não é tão completo. Faltou um roteiro do tipo de história a ser jogado, talvez?

NOTA: 2.0

Nota final do jogo Pacto de Paulo Guerche, Diego Basinello, Gabriela Ramalho e Mateus Eustáquio – Fase 2: 2.0


 

Avaliações da Fase 1

Avaliação por Marcelo Faria

  • O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Sim, mas falta um pouco de recheio em Pacto. Faltam mecânicas para as histórias e para os desafios.

  • Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Incompleto, mas por pouco. Demanda um trabalho extra para ser jogado de verdade.

  • O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? 

Tribos foi bem incorporado. O empatia mais de leve e a meta de limites tênues foi bem aplicada.

NOTA: 2


Avaliação por André Bogaz

O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Creio que esse jogo obteve algum sucesso em implementar a experiência proposta, de retratar bruxas unidas contra alguma ameaça. Há uma mecânica que as leva à união — quando um Ás é sacado, aquela bruxa falhou em sua tarefa, mas guarda a carta para proteger suas companheiras em outro momento. Porém, creio que o jogo teria implementado melhor a experiência a que se propõe se tivesse mais mecânicas similares a essa e se a criação de personagens desse alguma atenção à relação entre elas, ao invés de definir as personagens apenas individualmente.

Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Parece-me que sim. Não vejo nada que impediria uma sessão de teste.

O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

Os temas, Empatia e Tribos, foram parcialmente implementados. O segundo foi mais fortuito, pois me parece transparecer na elaboração do coven das bruxas. O primeiro, porém, não aparece significativamente em nenhuma mecânica ou em nada no jogo — talvez se poderia contra-argumentar que apareceria um pouco na mecânica da carta Ás, mencionada acima, mas afirmar isso me pareceria forçado.

As autoras valeram-se da meta alternativa “Os limites são tênues”, que foi implementada no fato de que o dia do jogo e o signo das pessoas que o jogam influenciam a sessão. Porém, não me parece ser essa a proposta original da meta. Além do mais, isso faz com que um mesmo grupo que jogue sempre no mesmo dia verá muita repetição no jogo. Isso poderia ter sido evitado se, ao invés de usarem os signos das jogadoras e o dia da semana, usassem as fases da lua, a posição dos astros, os meses do ano, as estações, equinócios e solstícios, enfim, algo que possibilitasse mais variedade sem deixar de ser significativo para a temática do jogo.

NOTA: 2


Avaliação por Marco Antônio Veloso da Silva

Muito interessante o sistema de criação de personagens e das aventuras, usando cartas de Tarô. E a ambientação “flexível” foi um charme à parte, já que posso adaptar o conceito do cenário em qualquer época.

NOTA: 3


Nota final do jogo Pacto de Paulo Guerche, Diego Basinello, Gabriela Ramalho e Mateus Eustáquio: 2,33

About the author: Rafael Rocha

Rafael Rocha é sociólogo, um dos membros do coletivo/editora Secular, e um dos organizadores das primeiras edições do Laboratório de Jogos e Concurso Faça-Você-Mesmo de Criação de Jogos.

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