Avaliações – O Guarda no Portão de Cezar Capacle

Avaliação por Sarah Helena

O tema foi muito bem desenvolvido e explicitado, e o resumo inicial do jogo já dá um bom oriente do que vamos encontrar. Muito boa a preocupação em falar de gatilhos e reforçar a importância da temática não ser usada como sarro, os Limites e a Edição. É um cuidado muito válido e que fico satisfeita de ver em um jogo. Só gostaria de sugerir que além de “ele” e “ela” houvesse algum termo neutro, porque autômatos (e mesmo alienígenas) facilmente podem não conceituar gênero.

Me preocupa um pouco quanto tempo a partida dura. Não fiz um jogo teste, mas acredito que as cenas podem ser um pouco longas e talvez isso possa dificultar chegar até o guarda do portão. De todos os jogos que li (não li os 41, mas li uma boa parte) esse foi o jogo que mais gostei e que mais me instigou a tentar uma partida.

O texto é claro e coeso, compreensível e tem um ritmo que facilita a leitura. Facilmente esse jogo poderia ser usado em grupos que se propõem a discutir direitos humanos e questões de minorias, e é especialmente positivo para aqueles que estão em posição de privilégio exercerem empatia ao se colocar nesses papéis.

A quantidade de dados utilizados, embora plenamente compreensível (a ideia de formar a fortaleza com eles é genial) pode assustar em um primeiro momento quem não está habituado a jogos que usam grandes quantidades de dados. Minha primeira impressão é que ia precisar de rolagens muito complicadas, talvez fosse possível explicar melhor esse detalhamento no início (no melhor estilo “calma, você não vai rolar tudo isso de dados o tempo todo”)

1- O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Plenamente e de forma muito coerente.

2- Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Sim. O jogo se basta de forma bastante funcional.

3- O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos?

Extremamente. Ele explora os temas, e gera aprofundamento. Eu sei que não foi escolhida uma meta de design, mas é um jogo que poderia fácil considerar que atinge a meta de trazer discussão/mudança social.

NOTA: 3


Avaliação por Stefan Plínio da Costa

1 – Sim, o jogo é muito feliz em transmitir sua experiência proposta, as regras apesar de conduzirem bem a jogabilidade, principalmente na parte de criação de personagem e mundos, onde o mesmo se destaca, as regras para resolução de conflitos são um pouco confusas, além de o número excessivo de dados dificulta a jogabilidade direta do mesmo.

2 – O jogo é completo sim, ele funciona sozinho, sem maiores detalhes ou problemas para uma sessão de teste, apesar dos problemas citados anteriormente, inclusive a proposta de interpretar um personagem não-humano em um contexto tribal é altamente imaginativa e imersiva.

3 – Sim, com certo destaque na introdução do jogo e de modo mais fluido na mecânica e criação de personagem/ cenário.

NOTA: 2


Avaliação por Juliana Almeida

NOTA: 3


 

Nota final do jogo O Guarda no Portão de Cezar Capacle: 2,66

About the author: Rafael Rocha

Rafael Rocha é sociólogo, um dos membros do coletivo/editora Secular, e um dos organizadores das primeiras edições do Laboratório de Jogos e Concurso Faça-Você-Mesmo de Criação de Jogos.

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