Avaliações – Lens: Seu olhar pode mudar tudo de Diego Barreto Azevedo

Avaliação por Rafael Canhête Lopes Filho

Comentário: Uma viagem visual bem íntima.

Critério 1: Capacidade de transmissão da experiência pelas regras: Nota 2

Aparentemente sim, mas seria bom experimentar antes de afirmar categoricamente. O manual poderia ser convertido em diagramas de formato reduzido para que a Fortaleza da Ilusão pudesse consultá-la enquanto sai para tirar as fotos da partida.

Critério 2: Completude do Jogo enviado: Nota 3

Completo! Em poucas palavras somadas a imagens que valem mais de 1000 palavras.

Critério 3: Incorporação dos temas escolhidos ou execução da meta alternativa de design: Nota 3

Transmissão: Bela execução por meio do envio de fotos pelo aplicativo de mensagens e pela comparação dos números telefônicos como mecânica, apesar disso reduzir a rejogabilidade entre a mesma dupla de pessoas, o que pode ser bom por incentivar a formação de novas duplas.

Empatia: Integrada por meio do compartilhamento de pontos de vista tanto literais quanto literários.

Fortaleza: Integrado pela metáfora do organismo como fortaleza-prisão-barreira do espírito, com a “administradora da experiência de jogo” chamada de Fortaleza da Ilusão praticamente no papel narrativo de antagonista-mentora a desafiar a protagonista a escapar da instância do Monomito equivalente à “Prisão Paradisíaca da Deusa-Mãe” (uma versão hedonista da “Barriga do Monstro”).

NOTA: 2,66


Avaliação por Jairo Borges

  • O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

De um modo bastante intimista e pessoal, sim. A própria leitura do jogo já transmite essa inquietude, convidando o jogador a querer experimentar este jogo.

  • Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Sim. O jogo é completo, e apresentado de modo bastante reflexivo. Talvez, a leitura precise ser repraticada para entender o jogo,  de fato; mas isso não é culpa de uma falta de clareza, e sim da complexidade que o jogo oferece. A forma como ele está montado é linda.

  • O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos?

Sim, e muito bem. De forma muito envolvente, chamativa e instigante.

  • Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

Consegue, sim – e com méritos.

NOTA: 3


Avaliação por Caue Reigota, Francisco Alves e Tadeu Rodrigues

  • O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no
    sentido de proporcionar a experiência proposta?

Nós realmente não conseguimos entender como o jogo funciona a partir do manual. A redação é confusa. A proposta nos chama muito a atenção, mas não conseguimos entender como executar. A primeira coisa que nos parece coerente a fazer é transformar os textos em pequenas imagens, sob a forma de “cartões”, de maneira que fique mais viável para realizar ​upload no smartphone para que o jogo flua (afinal, nos parece mais coerente com a sofisticada ideia de um jogo que permite a mobilidade não possuir um “manual” textual convencional, num pdf A4). Mas, para além da apresentação gráfica, sugerimos a reformulação da redação para que o jogo se faça compreender, sobretudo levando em conta que a proposta do jogo é tão interessante.

  • Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Nossa resposta é dúbia. Aparentemente, toda a ideia do autor está ali. Dessa maneira, o jogo funciona sozinho, com todos os elementos necessários. Porém, como apontamos no item anterior, com a redação confusa, consideramos impossível fazer uma sessão de teste a partir do manual.

  • O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

A meta alternativa ​Transmissão está ali, patente. É incontestável que é um jogo montado para o uso em smartphone, e chega a ser fácil imaginarmos “grupos de Whatsapp” com diversos jogos de Lens ocorrendo simultaneamente. A ​Fortaleza, conceitualmente, colocada em contraponto à Empatia, nos gerou certo incômodo (já que a fortaleza de uma pessoa não significa a oposição à empatia). Contudo,  game design da destruição das acomodações de uma fortaleza nos fez mudar de ideia, a ponto de considerarmos um dos pontos fortes do jogo. Já quanto a ​Empatia, descontando a presença do termo na redação, não sabemos sinceramente onde ela se encontra numa possível execução do jogo.

NOTA:​​ 1


Nota final do jogo Lens: Seu olhar pode mudar tudo de Diego Barreto Azevedo: 2,22

 

About the author: Rafael Rocha

Rafael Rocha é sociólogo, um dos membros do coletivo/editora Secular, e um dos organizadores das primeiras edições do Laboratório de Jogos e Concurso Faça-Você-Mesmo de Criação de Jogos.

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