Avaliações – Intercromático por Marcelo Faria

Um RPG de Whatsapp inspirado no Scrum com cerimônias e elementos de jogabilidade estruturados para uma experiência de interpretar um super-herói/super sentai em uma narrativa compartilhada que ajude a desenvolver a habilidade de escrever histórias.

Avaliações da Fase 2

Avaliação por Alan Silva

O designer de jogo Marcelo Faria foi bastante criativo com Intercromático. Seu jogo, utiliza uma plataforma de conversas digitais de forma bem agradável. Esse jogo, remete as narrativas de super sentai e até um famoso jogo eletrônico chamado Chroma Squad (2015). O Marcelo utilizou os ingredientes, identidade e cores. E a meta de design transmissão.

Quando se trabalha com este tema narrativo de super sentai e tenta trabalhar com identidade como ingrediente de jogo, cria-se uma expectativa sobre os riscos de alguém descobrir sua identidade e utilizar isto como força para impedir seus objetivos. Em Intercromático, a identidade não é trabalhada, tanto em contexto narrativo quanto em mecanismo. Digo que, saber quem a identidade de quem está por trás daquele traje Turquesa não desperta o interesse na narrativa, não tem um valor agregado. Eu sugiro que o jogo demonstra uma importância real de manter o zelo pela identidade (e não só pela aparência, mas também pelo conflito moral). Algo que poderia ser trabalhado também: Uma cor pode ser corrompida, alterando assim a harmonização do grupo?

Em cores, foi brilhantemente bem pensado o uso deste tema. As cores são parte essencial de vários estudos de comportamento e o Marcelo foi muito feliz em pontuar estas características como habilidade para resolver conflitos na narrativa.

Sobre o uso de transmissões, como meta de design, foi o protagonista do protótipo. O conjunto de instruções demonstradas no decorrer o conteúdo são bem coesos, apesar de carecer de uma representação gráfica (com exemplos de utilização) é possível de compreender grande parte do uso. Mas isso é um detalhe apenas estético que não tira a forma genuína de pensar em jogar RPG. O ponto alto deste núcleo foi o uso de emoji, senti falta, talvez de algum conteúdo audiovisual com uso de vídeos curtos mostrando alguma pose ou até voz com um grito de guerra ou anunciando algo como ganhar superpoderes ou dar um golpe final.

Em geral, o jogo tem uma peculiaridade, mas poderia ter tido um resultado grandioso se tivesse trabalhado melhor no uso do ingrediente identidade.

Nota: 2.0


Avaliação por Cecília Reis

 

  1. O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta? Sim
  2. Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste? Sim
  3. O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Sim
    1. Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente? Sim

Documento compreensível, claro e legível. Gostei da proposta de uma criação de história com um tema e roteiros bem específicos para gerar uma experiência certa. O uso de emoji cria uma interface visual que serve de ficha, e a delimitação do tamanho das mensagens ajuda a introduzir jogadores no formato de texto. Mais do que um jogo, achei um bom SISTEMA para jogos de texto.

Nota: 3.0

Nota final do jogo Intercromático por Marcelo Faria – Fase 2: 2.5


 

Avaliações da Fase 1

Avaliação por Rafael Carneiro Vasques

Um RPG de whatsapp. Explora bem o tema COR, mas deixa a desejar no aspecto IDENTIDADE. A identidade secreta é pouco explorada no jogo. Poderia ser mais problematizada em como ela afetaria a narrativa.

Utilizou a meta TRANSMISSÃO de forma bem-sucedida. Um aspecto interessante é utilizar os emojis como mecânica de jogo.

  1. O quão completo está o jogo (a ponto de ser possível entendê-lo e jogá-lo)

O jogo precisa apresentar mais exemplos (5000 palavras dificultam, eu sei), pois tem horas que a explicação fica um pouco abstrata.

  1. O jogo incorpora adequadamente os temas escolhidos e é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

O jogo utiliza COR de forma satisfatória, mas IDENTIDADE foi explorada de forma artificial. A meta TRANSMISSÃO foi atingida com sucesso.

  1. Algum diferencial único que lhe instigaria a jogar esse jogo

Jogar por celular pode ser interessante. Caótico, porém interessante.

Sugestão: explicar os poderes antes de falar como eles funcionam. Alteraria apenas a ordem de apresentação dos tópicos.

NOTA: 2


Avaliação por Janine Appel e Êowyn

  1. O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

“Intercromático é um jogo sobre cores, identidades heróicas e a conciliação de uma vida de aventuras com um cotidiano comum. É inspirado em Dungeons & Dragons, Apocalypse World, Terra Mystica, Scrum, Grupos de família no Whatsapp, Poker e X-Com.” Isso tudo parece estar presente numa mecânica bem coesa, muito bem elaborada. As cerimônias de jogo são muito bem descritas, facilmente compreensíveis. No entanto, o excesso de símbolos tornou a compreensão das regras um pouco confusa, num primeiro momento. Às vezes, menos é mais, o que tornaria o jogo mais acessível.

Nota: 2

  1. Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

O jogo está completo, com começo meio e fim. Bem resolvido.

Nota: 3

  1. O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

Usar a “Identidade” “Secreta” foi uma escolha bacana para o tema, diferente do que eu pensaria num primeiro momento. Saiu da caixa de modo interessante! A meta de “transmissão” utilizada com o recurso do whatsapp (ou outros app de mensagens) também está bem estruturada.

Nota: 3

NOTA: 2,66


Avaliação por Tarcisio Lucas

1. O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Sim, o jogo é bem feliz em passar o tipo de experiência que ele quer proporcionar;

2. Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Sim, apesar das regras estarem organizadas de uma forma um pouco confusa – o que é fácil entender pelo tempo reduzido que os jogos tiveram – é possível

rolar uma aventura completa.

3. O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

Sim, as mecânicas foram construídas em cima dos temas e meta de design.

NOTA: 2


Nota final do jogo Intercromático por Marcelo Faria: 2,22

About the author: Rafael Rocha

Rafael Rocha é sociólogo, um dos membros do coletivo/editora Secular, e um dos organizadores das primeiras edições do Laboratório de Jogos e Concurso Faça-Você-Mesmo de Criação de Jogos.

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