Avaliações – Geração Y de Aline de Godoy Rodrigues da Silva

Avaliação de Joker, Andersson e Átila

1) O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Sim. Trata-se de um jogo simples, mas que te faz ter um personagem gerado aleatoriamente, que provavelmente terá características diferentes das do jogador, como sexo, raça, gênero, orientação sexual e classe social. Como as cartas de História de Superação não estão prontas ainda, resta saber como o autor fará para balancear estes acontecimentos de forma ao jogador com um personagem homem, cis, hétero, branco e rico não irá ganhar todas as partidas ou, no mínimo, ter uma vantagem sobre os outros.

2) Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Sim, mas ainda é necessário incluir as Cartas de História de Superação.

3) O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

Sim, os três temas (cor, privilégio e empatia) e a meta alternativa (redução de desigualdades) foram contemplados no protótipo. Ainda assim talvez os outros dois jogos avaliados tenham conseguido se aprofundar mais em temas importantes, como “Empatia”.

NOTA: 2


 

Avaliação por Gustavo Vazquez Ramos

Esse é um jogo que tem futuro, por assim dizer, com uma proposta interessante e um sistema bacana. Porém, não encontrei as cartas a qual o jogo se refere, e que seriam necessárias para um julgamento correto. Elas fazem parte do todo e é difícil julgar sem isso. Não seria possível jogá-lo só com esse texto, pela mencionada falta das cartas.

A nota 2 é mais pela ideia geral, que corresponde com o objetivo, pelas intenções, do que por qualquer outra coisa.

Temas e metas foram colocados com sucesso. Alguns pontos do design poderiam melhor – por exemplo, na parte de classe vale um número para cada nível, de A a D, e dois “rerolam”. Seria mais realista se dois números colocassem o personagem na classe D, e mais dois para a classe C, restante um para B e A. A questão de raça está infeliz, pois poderia ter mestiços. Além disso, não é “jogue de novo”, mas “jogue de novo”.

Em suma, um jogo incipiente, mas que pode ser desenvolvido. Falta ele representar melhor a realidade na construção da ficha. É necessário ainda muito desenvolvimento, mas dos 3 que li foi, de longe, o que mais eu poderia levar a uma mesa em uma atividade. Repito que a nota é mais pelas boas intenções, pelos temas e metas cumpridas, e propósito do que pelo desenvolvimento em si (e achei muito ruim o texto das cartas não estar incluso).

NOTA: 2


Avaliação por Cezar Capacle

NOTA: 2


 

Nota final do jogo Geração Y de Aline de Godoy Rodrigues da Silva:  2

 

About the author: Rafael Rocha

Rafael Rocha é sociólogo, um dos membros do coletivo/editora Secular, e um dos organizadores das primeiras edições do Laboratório de Jogos e Concurso Faça-Você-Mesmo de Criação de Jogos.

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