Avaliações – A Torre de Marfim por Vitor Pissaia

Avaliação por Guilherme Duarte Rodrigues

Bom, primeiro, foi beem difícil pra mim ouvir e entender o áudio sem divisões e tags. Então é mais uma consideração de acessibilidade. Poderia ser tudo em áudio, mas algumas divisórias seriam úteis. Embora o jogo meio que pede por uma carta.

Gostei muito do uso de cartas para o jogo. Claro, eu gostaria de ver os livretos para poder ter uma noção melhor da experiência, mas acho que pesquei.

Minha sugestão seria adicionar ainda mais papéis para história e tornar a comunicação ainda mais indireta. Talvez seja necessário algo de algum outro jogador para libertar o sábio. Isso também aumentaria a re-jogabilidade, e permitiria jogar mais jogos ao mesmo tempo com as mesmas pessoas.

No mais, gostaria de ver os livretos!

NOTA: 1


 

Avaliação por Jefferson Miranda Pimentel

“Um jogo epistolar cooperativo sobre a dialética entre a prática e a teoria”.

1 – O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Infelizmente o jogo não se encontra completo e o próprio autor entende que demanda de trabalho para finalizá-lo. As regras ainda estão confusas e inacabadas, não proporcionando a experiência proposta.

2 – Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

O jogo enviado não funciona sozinho, encontrando-se incompleto. Trata-se de uma excelente ideia, mas não finalizada.

3 – O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Se o autor optou por usar uma meta alternativa de design, ele conseguiu executá-la satisfatoriamente?

O jogo foi desenvolvido sobre apenas dois temas (Fortaleza e Empatia) e desenvolve bem seu trabalho, mesmo sem atender a regra de no mínimo três temas. A principal meta utilizada é a de desenvolver um jogo a distância, o que fica clara na produção do jogo.

NOTA: 1


 

Avaliação por Diego Barreto Azevedo

Este é um jogo muito interessante e arrisco dizer inovador. Se bem que inovador é uma palavra curiosa para defini-lo. Inovador no que diz respeito a RPGs, mas algo me diz que brincadeiras populares/tradicionais usaram de algum modo desta ideia. Hehe

Também é preciso dizer, antes de começarmos a análise, que este certamente será o jogo mais difícil de avaliar, pelo simples fato de que ele não foi escrito, mas gravado em áudio. É um desafio para o avaliador, tanto quanto o é para o designer que pretende deixa-lo apresentavel para ser executavel, mas certamente é otimo para tornar o concurso cada vez mais inclusivo. Ponto para a organização e para o designer pelo esforço.

O jogo consegue transmitir bem a ideia que se propõe através de suas regras. Um jogo sobre o dialogo entre teoria e prática que nunca se encontram mas tentam o diálogo? Perfeito para cartas! No entanto, as regras não parecem tão claras e algumas parecem tentar tornar complexo o que pode ser executado de forma simples. Sobre os resultados: Por que não uma simples subtração entre o dia que foi enviada e o dia que a carta chegou? Porque não um conjunto de reações para cada valor do resultado? Imagina um diário de filosofo e um de explorador. Imagina que na página 01 tem um conjunto de resultados possíveis para o seu personagem. Parece interessante.

O jogo é excelente em unir experiencia e mecânicas, mas a explicação em áudio dificulta discernir se ele está executável. No entanto, é uma ideia muito legal e que precisar tomar forma e seguir para ser publicada. :)

NOTA: 2


Nota final do jogo A Torre de Marfim por Vitor Pissaia:  1,33

About the author: Rafael Rocha

Rafael Rocha é sociólogo, um dos membros do coletivo/editora Secular, e um dos organizadores das primeiras edições do Laboratório de Jogos e Concurso Faça-Você-Mesmo de Criação de Jogos.

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