Avaliações – A Obra por Wagner Augusto

A Obra pode ser considerado um Poema de Interpretação, um jogo minimalista, sobre sentimentos e expressão para 2 ou mais jogadores de duração indeterminada.

Avaliações da Fase 2

Avaliação por Cecília Reis

  1. O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?  Não
  2. Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?  Não
  3. O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos?   Não
    1. Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente? Não

De forma geral achei A Obra bem fraco, não entendi como a mecânica alimenta a proposta, por trabalhar com regras vagas, tentar envolver pessoas que não estão no contrato social da experiência inicial, não ter delimitação de tempo, deixar o trabalho da cor e da continuação da história a título do achismo do jogador. Talvez seja uma ótima intervenção artística se bem dirigida, mas como jogo eu acho um devaneio utópico ao invés de uma experiência que realmente trabalha empatia e identidade.

Nota: 1


Avaliação por Lívia Von Sucro

  1. O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta? Sim, mas de forma bem simples. Essa é uma opção tradicional no design de poems, mas ainda assim o trabalho está muito enxuto, quase rascunhado. (2.1 em 3.0)
  2. Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste? É possível sim testar o jogo, mas a frouxidão mecânica pode atrapalhar quem não está familiarizado com esse tipo de material. (1.8 em 3.0)
  3. O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos? Sim, ainda que de modo minimalista (1.8 em 3.0)
    1. Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente? Sim, ainda que de modo minimalista

Trata-se de um nano jogo artístico que remonta à “fita banana”, aquela brincadeira em que um começa uma história e o participante seguinte a retoma do ponto em que parou, podendo acrescentar o que quiser desde que mantenha coerência mínima. No caso d’A Obra, a ideia é criar um conjunto uma obra de arte em conjunto, transmitindo uma fugaz identidade conceitual de um artista/jogador para o outro, calcada na Cor. Com as regras bem soltas, apesar de condizentes com a proposta escolhida pelo autor, o grau de imersão e simplicidade vai ficar a cargo dos jogadores. Isso é comum em poems, onde o lirismo e a subjetividade se sobrepõem a regras duras, mas senti falta de delimitar melhor alguns parâmetros, especialmente de tempo e quanto à marca que cada jogador deve tentar imprimir à obra viajante.

Nota: 1.9

Notal final A Obra por Wagner Augusto – Fase 2: 1.45


Avaliações da Fase 1

Avaliação por Rafael Carneiro Vasques

Um texto rápido que propõe um jogo minimalista. É simples e bem feito, explorando os temas COR e EMPATIA, mas deixa a desejar no aspecto IDENTIDADE.

Utilizou a meta TRANSMISSÃO de forma bem-sucedida.

  1. O quão completo está o jogo (a ponto de ser possível entendê-lo e jogá-lo)

O jogo funciona sozinho. Praticamente finalizado.

  1. O jogo incorpora adequadamente os temas escolhidos e é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

O jogo utiliza COR e EMPATIA de forma satisfatória, mas IDENTIDADE foi explorada de forma artificial. A meta TRANSMISSÃO foi atingida com sucesso.

  1. Algum diferencial único que lhe instigaria a jogar esse jogo

A transmissão da sensibilidade é extremamente interessante.

NOTA: 3


 

Avaliação por Jairo Borges

  • O jogo é capaz de transmitir a experiência a que se propõe? As regras atuam no sentido de proporcionar a experiência proposta?

Eu acredito piamente que sim. A proposta do jogo é um compartilhamento empático de sentimentos, de formar uma corrente entre os jogadores – e, da forma como foi escrito, essa premissa é facilmente compreendida.

  • Quão completo é o jogo: o jogo enviado funciona sozinho, com todos os elementos para uma sessão de teste?

Funciona, sim – de modo simples, direto e até mesmo sentimental (já que o critério de escolha pros jogadores pode ser apontado  pela afetividade entre as partes).

  • O jogo incorpora de maneira concreta e substancial os temas escolhidos?

De certa forma, sim. Eu apenas acho que a própria questão da Identidade poderia ser melhor explorada no término do jogo, de modo a lhe conceder maior significado.

  • Se a autora optou por usar uma das metas alternativas de design, ela conseguiu executá-la satisfatoriamente?

Nenhuma Meta de Design foi usada neste jogo.

NOTA: 2


 

Avaliação por Juliana Almeida

NOTA: 2,7


 

Notal final A Obra por Wagner Augusto: 2,56

About the author: Rafael Rocha

Rafael Rocha é sociólogo, um dos membros do coletivo/editora Secular, e um dos organizadores das primeiras edições do Laboratório de Jogos e Concurso Faça-Você-Mesmo de Criação de Jogos.

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